Gêneros Jornalísticos

Postado por: Felipe Barth

Doutor Jornalismo

 

Esta entrevista já foi publicada na última versão do Blog do Barth, todavia, como o post anterior trata sobre Jornalismo Opinativo, não podemos deixar de relembrar o tema. Esta conversa entre Felipe Barth e o Doutor em Jornalismo, José Marques de Melo, foi gravada no dia seis de setembro de 2009, no Intercom, em Curitiba, Paraná.

Esperamos que este vídeo, junto com o texto do post abaixo, contribua de alguma forma para quem interessar.

Ah, em breve traremos um estudo mais aprofundado a respeito dos gêneros jornalísticos, mais especificamente sobre Jornalismo Opinativo e Interpretativo.

Jornalismo Opinativo

Postado por: Felipe Barth

Um breve comentário sobre este gênero jornalístico

 
Foto/Montagem: Felipe Barth

 

A informação sofreu modificações no transcorrer do tempo. No princípio ela era feita de forma artesanal, na maioria das vezes de maneira inexperiente e, em muitos casos, o texto transmitia mais juízos de valores do que informações. Os anos, as décadas e os séculos foram passando, e nesse ínterim a informação foi sendo industrializada e feita por pessoas especializadas.

Com a industrialização, evoluções na maneira de informar aconteceram. O jornalismo deixou de ser apenas informativo para ser também interpretativo. Um grande passo, pois assim a população não só ficaria sabendo o que aconteceu, como também ficaria inteirada do por quê e quais as consequências do fato.

Mas algo faltava! A sociedade estava carente de algo a mais além da interpretação. Esta carência foi suprida com a volta dos juízos de valores ao jornalismo. Isso porque, as pessoas não queriam mais somente saber o que, o porquê e os reflexos de determinado acontecimento.

Elas precisavam agora saber o que outras pessoas pensavam a respeito do assunto. Queriam saber o que uma personalidade da sociedade, próxima a elas, pensava e gostaria que acontecesse a respeito do tema.

E, justamente para isso que o Jornalismo Opinativo foi inserido definitivamente – e desta vez sendo anunciado oficialmente, pois no princípio a emissão de juízos de valores se dava de forma inconsciente pela falta de experiência dos que faziam jornalismo – para contribuir ainda mais na interpretação da audiência.

Um jornalismo de qualidade se faz, e existe, pois, quando há a junção dos três gêneros jornalísticos básicos: o Jornalismo Informativo, o Interpretativo e o Opinativo. Quando um veículo traz para seu público estas três categorias fundidas, e de forma honesta e séria, não tenhamos dúvida, o produto será de qualidade.

E para você que se interessou sobre o assunto, continue acompanhando o Blog do Barth, porque em breve trataremos mais, e com conteúdo aprofundado este tema tão interessante, e tão pouco estudado.

Você ainda pode ler livros sobre o assunto. Eu recomendo dois: Jornalismo Opinativo, de Luiz Beltrão e Jornalismo Opinativo – gêneros opinativos no jornalismo brasileiro, de José Marques de Melo. Obras estas que são preciosidades, e de fundamental leitura para um jornalista – ou futuro jornalista – que tenha em mente ser O Jornalista, e não mais um jornalista.

Sábio

Postado por: Felipe Barth

O melhor é ficar calado!

 Foto/Montagem: Felipe Barth

Costumo comprar livros frequentemente. Acredito que minha biblioteca tenha mais de 200 obras. Digo que acredito porque nunca contei para saber. Gosto de ler e, mais que isso, agregar conhecimentos e lições à minha vida.

Por recomendação de um amigo comprei mais um dia destes – Benjamim, de Chico Buarque. Romance! Estou ainda nas primeiras páginas, mas já tive o privilégio de poder sublinhar uma frase que me deixou pensativo.

“Mas o obsceno talvez resida mesmo no interior das bocas, um vácuo mais obsceno do que qualquer som que as bocas possam emitir [...] No tempo em que Benjamim apreciava as belas-artes, constatou que os santos, os patriarcas, os reis, as personagens nobres costumam ser retratadas de boca fechada.”

Realmente a frase faz sentido. O inferno está em nossas bocas. Mas o está lá porque somos bobos ao falarmos sem reflexão. E daí me vem à cabeça outro dito que por nós é muito conhecido:

Nunca esqueça que existem quatro coisas na vida que não se recuperam: 1 – A pedra depois de atirada; 2 – A palavra depois de proferida;  3 – A ocasião depois de perdida, 4 – O tempo depois de passado”.

Constato, enfim, que a reflexão meticulosa é tudo na vida de um ser humano. Antes de fazermos qualquer coisa, é melhor pararmos para espairecer, refrescar a mente, pensar com cuidado e, daí sim, agir com sabedoria e responsabilidade.

Uma ação mal calculada pode nos levar ao fracasso e ao insucesso. Depende de nós e do nosso bom senso. Tudo o que temos e somos é oriundo do pensamento, não tenhamos dúvidas. O mais certo é ficarmos de boca fechada, e seguirmos o rumo aos picos da vida.

Educação

Postado por: Felipe Barth

Gentileza? O que é isso?

 

A repórter Neide Duarte mostra nesta reportagem exibida no Telejornal Hoje, da Rede Globo, que gentileza não existe, ou está escondida. Belíssima matéria/poesia, que publico aqui para que todos possam ver como somos sujos e mal educados.

Ah, os sábios entenderão e, acima de tudo, mudarão seus atos.

Dia Internacional da Mulher

Postado por: Felipe Barth

O dia para provar a igualdade!

Foto: http://www.escuta-o-teu-coracao.blogspot.com

 

O Blog do Barth está de volta, e de cara nova. Todavia, a forma de conversa continuará intacta, imutável. E isso ocorre porque as coisas são desta maneira, é a lei da vida, as formas mudam, a essência permanece.

Mas não é disso que quero conversar, e sim sobre o dia de hoje – Dia Internacional da Mulher. Nas minhas leituras de final de semana descobri uma pesquisa que diz que a mulher só vai se igualar ao homem no quesito salário daqui a 74 anos.

Quer dizer, a mulher que hoje se diz e acha independente é ao mesmo tempo alvo de preconceitos machistas que interferem na vida e nos salários delas. É impossível entender que uma mulher que estudou, se especializou e trabalhou na mesma intensidade que um homem, não possa ser recompensada de igual maneira no fim do mês.

As mulheres têm opções. Ou lutam e mostram que não existem diferenças entre elas e os “machões”, ou então terão que esperar 74 anos para que, talvez, isto mude. E quando eu digo talvez, quero dizer que duvido muito que um dia a igualdade entre os sexos existirá.

O dia de hoje é o momento mais apropriado que elas têm para mostrar à legião machista que as mulheres podem ganhar tanto quanto eles – ou mais, vista que elas trabalham, no mínimo, cinco horas a mais por semana em casa.

À revolução pela igualdade. Parabéns Mulheres!!!